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terça-feira, 12 de maio de 2015

Rua do Alto do Viso - Figueira da Foz

Janela emoldurada por um conjunto de azulejos diferentes do habitual e muito interessantes do ponto de vista estético e conceptual.
Uma série de traços e pontos brancos, sobre o fundo preto do azulejo criam-nos a ilusão de estarmos a olhar para um céu noturno onde sobressaem constelações.
Consigo contar três desenhos diferentes e foi a partir da combinação destes elementos que se compôs esta moldura.
Cada fila é composta por dois azulejos  diferentes que são aplicados de forma alternada. Mas, na fila que se segue,  só um dos motivos  de cima se repete,surgindo um terceiro elemento para alternar o que torna esta padronagem mais complexa.

 
Cá estão os dois elementos que compõem a primeira fila.


Grande plano da primeira fila

A foto de baixo mostra o terceiro elemento que vai alternar com um dos que já foi usado na primeira fila.


Grande plano da segunda fila

segunda-feira, 11 de maio de 2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Paradela - Sever do Vouga - Aveiro

 Ruínas da antiga Fábrica de Massas Alimentícias Vouga. Eram assim, até começarem a ser  recuperadas por volta de 2010.

Fotografia retirada do http://daraopedal.blogs.sapo.pt/



 Hoje estas antigas instalações estão convertidas no Parque Tecnológico e de Inovação, o Vouga Park, que funciona como um pólo de formação nas áreas da metalomecânica e da metalurgia. Em baixo uma perspetiva do edifício renovado, podendo-se ver nas fachadas, os painéis de azulejo razão de ser deste post.

Na fachada principal um sóbrio painel de azulejos publicita o que ali se produz.





Na fachada lateral, uma simpática cozinheira concebida com os diferentes tipos de massa "serve-nos" a marca. As duas espigas são uma alusão à matéria prima.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

Nogueiró - Braga

As "alminhas" são formas de representação popular das almas do purgatório que suplicam  orações  a quem passa, de modo a que o seu sofrimento seja abreviado e consigam alcançar o céu. Encontram-se normalmente à beira das estradas e encruzilhadas e surgem em forma de pequeníssimas capelinhas, padrões ou até mesmo, muito singelamente, incrustadas nas paredes das igrejas ou muros rurais. Aqui pelo Minho, nas zonas rurais, estas capelinhas ou padrões são de granito e no seu nicho, a representação destas alminhas são, regra geral, pequenos painéis de azulejos.
No Norte, ainda se pára para rezar pelas alminhas do purgatório. As velas e flores frescas são uma constante nestas pequenos monumentos.
Em Braga, há pela parte das autarquias um grande respeito por este património religioso, pois ele integra a  religiosidade das pessoas no seu dia-a-dia. No fim de obras que impliquem  retirar estas alminhas, elas são novamente colocadas em local muito próximo do original.


sábado, 2 de maio de 2015

Museu de Aveiro (Museu Santa Joana) - Aveiro

Este painel pertencente ao acervo do Museu de Aveiro encontrava-se colocado numa parede da antiga cerca do Convento de Jesus.

Painel dos finais do século XVII, inícios do XVIII
Em primeiro plano aparece representado o monte do Calvário. À sua frente surge S. Pedro ladeado pelo galo, símbolo da sua negação e arrependimento.Como pano de fundo surge Jerusalém e as suas muralhas.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Casa dos condes de Pinhel - Vila Nova de Foz Côa


No post do outro blogue em que mostro estas mesmas fotografias, levantei algumas questões sobre a designação desta casa como  a "Casa dos condes de Pinhel". Ora, há relativamente pouco tempo,  um simpático e útil comentário,  esclareceu-nos que a razão pela qual  este edifico é designado pelos fozcoenses como a "Casa dos condes de Pinhel",  resulta do facto desta  ter pertencido  a Luís Campos Henriques, pai de Luísa de Campos Henriques que veio a casar  com Manuel António de Almeida agraciado  com o título de Visconde e Conde de Pinhel. Esclareceu-nos ainda que os azulejos foram mandados colocar nos anos sessenta do século passado, confirmando assim, as suposições do Luís Montalvão do blogue velharias do luis.

O mês passado, num passeio sem destino, fui dar novamente a Vila Nova de Foz Côa, num sábado de sol intenso e de feira, talvez semanal e  aproveitei para fotografar o que não tinha conseguido da primeira vez , o medalhão da fachada central, colocado no meio das seis janelas do primeiro piso.

Painel com representação da Rainha Santa Isabel
Só quando cheguei  casa e fazendo zoom à fotografia é que descobri, do lado esquerdo do painel, a assinatura AR. Santos. O ramo da árvore tapa parte da inscrição seguinte podendo-se ler somente "F.ª LAM LISBOA". Deduzo que seja "Fábrica Lamego - Lisboa". Encontrei várias referências a painéis com esta assinatura. Dois deles, de Sacavém, no mfls, onde, num comentário, alguém descodifica o A R como sendo A(bel) R(eis) Santos. Referências a Abel Reis dos Santos há várias num site de leilões que o apresenta como aguarelista, decorador de interiores, especializado na projeção de painéis de azulejos. Informa ainda este sitio, que o trabalho de  Abel Reis dos Santos contribuiu para o incremento das fábricas de cerâmica Constância, Vista Alegre e Viúva Lamego.